publicado por agência Mongabay
Estudo detectou que 77 espécies de aves tiveram sua estrutura corporal alterada ao longo de 40 anos em área de floresta intocada na Amazônia Central; algumas aumentaram o comprimento das asas, outras perderam quase 2% de seu peso por década.
Os pesquisadores atribuem a alteração genética dos pássaros a uma adequação às mudanças climáticas: asas mais longas em corpos mais leves significam economia de energia em tempos de recursos escassos.
Mudanças climáticas impõem aos pássaros da América do Sul maiores riscos de extinção; aves tropicais são sensíveis a alterações do ambiente por não estarem acostumadas a grandes variações de temperatura.
Dados coletados no habitat dessas aves mostram que, desde 1966, a temperatura aumentou 1 oC na estação cheia e 1,6 oC na estação seca; o regime de chuvas também mudou, com precipitações aumentando 13% na cheia, e caindo 15% na seca.
