Megaincêndios avançam na Amazônia. E vieram para ficar

publicado por Ambiental Media

Incêndios com mais de 100 quilômetros quadrados de extensão na floresta tropical úmida não deveriam acontecer, mas estão se tornando cada vez mais frequentes. Estamos preparados?

“Quando eu vejo a floresta queimando, sei que estou vendo nada mais do que a Amazônia morrendo. Eu vejo o fogo e, como cientista, sei o quanto aquele hectare vai perder em termos de indivíduos, qual vai ser a quantidade de carbono emitida e o quanto isso acelera as mudanças climáticas”, conta Erika Berenguer, pesquisadora brasileira da Universidade de Oxford. “Ao mesmo tempo, eu perco uma parte de mim. Minha identidade, enquanto ser humano e cientista, é muito atrelada. Está no chão, na floresta, andando no meio do mato todo dia.”

Berenguer começou a ver incêndios florestais de grande proporção na região de Santarém, oeste do Pará, em outubro deste ano (2023). Repetia-se o mesmo cenário de 2015, quando a cientista presenciou algo semelhante na mesma área.

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