publicado por agência Mongabay
No primeiro semestre de 2021, um terço do desmatamento na Amazônia ocorreu nas florestas públicas não destinadas – áreas florestais que não tiveram seu uso decretado como unidade de conservação.
Na Amazônia, as florestas públicas não destinadas se estendem por 60 milhões de hectares, o equivalente à soma dos territórios de Espanha e Portugal.
A não destinação tem motivos técnicos, como a necessidade de um plano de manejo, mas também políticos: a floresta em pé é impedimento para o avanço da agropecuária e da mineração.
Mais de 18 milhões de hectares de FPND foram declarados ilegalmente como imóvel particular no Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural ; o número de registros é 232% maior em relação a 2016, apontando forte indício de grilagem.
