publicado por agência Mongabay
Pesquisas indicam que aves migratórias dependentes de zonas úmidas costeiras podem perder metade de seus habitats até 2050, entre os vários efeitos associados às mudanças climáticas e aos danos aos ecossistemas estuarinos.
O impacto é significativo para aves limícolas brasileiras: além de dependerem de uma cadeia contínua de áreas úmidas saudáveis para completar suas longas jornadas entre hemisférios, elas sofrem com a degradação de áreas como os manguezais, onde se alimentam.
Entre as espécies mais ameaçadas está o maçarico-de-papo-vermelho (Calidris canutus). A baixa oferta de alimento pode prejudicar o animal na preparação para uma travessia de até 8 mil quilômetros do litoral nordeste do Brasil à costa dos EUA.
De olho em soluções, pesquisadores realizam censos e projetos de conservação em locais de grande biodiversidade de aves limícolas: é o caso da Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte, considerada um “sítio de importância regional” para esses animais itinerantes.
