publicado por OEco
Invasões e produção de gado ameaçam reserva extrativista, uma das mais desmatadas da Amazônia. Manter o modo de vida do seringueiro atrativo é grande desafio
Resex Chico Mendes, AC – Faz tempo que as castanheiras enxergam mais bois que árvores. Solitárias, resistiram ao desmatamento às margens da BR 317. No trajeto entre Rio Branco e Brasileia, o pasto vai além do que os olhos podem ver. Um maciço verde bem ao longe faz pensar que ali começa a floresta. Mas, a realidade é outra. Tal qual uma cortina, a fileira de árvores serve para ocultar mais e mais hectares devastados. Antes de existir o monitoramento da cobertura florestal por satélite, os fiscais passavam por ali de carro, acreditando que o desmatamento, visível nas margens, acabava onde os olhos encontravam a fileira verde.
“O que está na frente é só uma barreira para você achar que tem mata e não tem. Se viajar de avião em cima dessa linha, a gente vê quanto está grande o desmate”, diz Anacleto Maciel, morador da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e representante do Conselho Nacional do Seringueiro (CNS).
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