O que o silêncio das rãs na Mata Atlântica tem a ver com o desmatamento na Amazônia

publicado por agência Mongabay

Estudo mostra que, nas regiões degradadas da Amazônia, diminuiu a quantidade de água evaporada e transportada pelos chamados rios voadores, impactando a biodiversidade da Mata Atlântica.

Uma das consequências dessas mudanças foi a seca de 2014 na região Sudeste, que coibiu o período reprodutivo das rãs-de-corredeira (Hylodes sazimai), endêmicas de quatro municípios do sul de Minas Gerais e São Paulo, colocando a população em declínio.

Outras 20 espécies de anfíbios já sofrem oscilações populacionais na região; por ser um grupo bioindicador, anfíbios antecipam efeitos que podem repercutir em toda a biodiversidade.

Brecar o desmatamento da Amazônia é uma das medidas para ajudar a regular o ciclo de chuvas — entre 30 e 40 % das chuvas que ocorrem nas regiões Sudeste e Sul do Brasil vêm da floresta.